MULHERES QUE AMAM DEMAIS: aspectos sistêmicos da relação de casal

Chama a minha atenção o quanto algumas mulheres sofrem com relacionamentos afetivos e o quanto se apegam inconscientemente a papeis que levam suas vidas amorosas para menos.

Existem aspectos na forma de manifestar o amor que, surpreendentemente, geram o desequilíbrio da autoestima e o sentimento de infelicidade em muitas mulheres.

O mais comum em termos de papéis inadequados na relação amorosa, nos namoros e na vida conjugal é encontrar mulheres que, por razões ocultas, ou seja, elas próprias desconhecem e o fazem sem intenção consciente, é agir com os parceiros como se fossem mães deles.

Há homens que rejeitam esse tipo de relação, entretanto, outros, em razão de suas histórias de vida e perfil de personalidade, aceitam esse jogo destrutivo e acabam ajudando a manter essa confusão de papéis tão prejudicial à satisfação do casal.

Mas aqui quero enfatizar a questão das mulheres que amam demais mas que esse excesso se volta contra elas tornando-as desnutridas emocionalmente, pessoas enfraquecidas e sem forças para fazer mudanças internas e nas relações.

Mulheres que agem como se fossem as mães dos parceiros quase sempre:

1- descuidam-se perigosamente de si interna e externamente;
2- tiram dos homens ou enfraquecem neles aspectos masculinos fundamentais;
3- adoecem emocionalmente e se sentem culpadas;
4- veem o relacionamento perder o encanto;
5- percebem que os parceiros se afastam.

Resumindo, mulheres que amam demais se tornam vítimas de algo que lhes deprime e as levam a sentimentos de baixo amor próprio e de culpa, o que pode gerar sérias doenças que se manifestam no corpo.

Tem solução para isso?

Sim, desde que a mulher se disponha a encontrar seu verdadeiro lugar na relação e, para isso, é preciso olhar terapeuticamente para a sua família de origem porque é lá que se encontra boa parte das soluções para se construir ou reconstruir um relacionamento a dois que leve a vida de ambos para um nível de maior satisfação em que cada um possa dar ao outro o que é necessário, sem jamais anular a própria história e a vida pessoal. (Texto: Aluísio Alves – Doutor em Educação Médica, Psicanalista, Terapeuta Sistêmico.

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