QUANDO O AMOR ADOECE MÃE E FILHA E A CURA ACONTECE

Desde o nosso nascimento, a lei natural é que sejamos protegidos e amparados pelos nossos pais. Não somos preparados para a inversão desses papéis, mas em muitos casos, chega o momento em que inesperadamente temos que nos tornar os guardiães daqueles que nos geraram.

É uma grande provação assistir nossos pais passarem por enfermidades. Isso nos causa dor e questionamentos relacionados aos propósitos de Deus.

Em 2014, comecei a viver essa experiência e participei ativamente no processo de recuperação da minha mãe que sofreu um AVC. De uma hora para outra, aquela mulher tão forte, ativa e que sempre estava pronta para ajudar a toda a família foi tomada por várias limitações e uma grande fragilidade. Foram dias muito sofridos e, cada vez que eu sentia que não iria mais suportar, me apegava ao fato de ela estar viva e lutando para retomar sua independência. Durante todo esse período ela não perdeu o perfil de guerreira e foi vencendo todos os obstáculos que a vida insistia em colocar em seu caminho, posso dizer que nesses anos, foram muitos.

Minha rotina mudou. Tive que abrir mão de tempo no trabalho e dedicação a especializações que havia me proposto a fazer. Abandonei as saídas noturnas com as amigas, deixei de participar de vários momentos de descontração e relações afetivas também não faziam mais parte da minha rotina. A prioridade era somente ela: a mulher que foi o canal da vida para mim. Mas isso nunca foi motivo de lamentação, sempre achei que era uma forma que o Universo tinha escolhido para me proteger e me guiar, uma oportunidade de olhar para dentro do meu ser com mais profundidade. O que mais me doía era perceber que aquela pessoa que cuidou tanto de mim estava cada dia mais dependente e sofrida e eu pouco podia fazer e tudo o que fazia ainda parecia insuficiente.

O fato é que, comprovadamente, depois de um tempo que cuidamos de um familiar enfermo, adoecemos também e comigo não foi diferente. Mesmo em busca das mais diversas terapias que me traziam grande alivio nos momentos de crise, inconscientemente acabei assumindo uma posição que trouxe um peso enorme em minha vida. Em poucos meses emagreci quase dez quilos, problemas de saúde surgiram, fui perdendo a motivação e o desânimo quase me tomou por completo.

Pensei que esse caso fosse irreversível, sempre ouvi amigas, pessoas conhecidas que passam por situações parecidas e percebia que não havia quase nada a se fazer a não ser aceitar, mas a Constelação Familiar me abriu um outro caminho com soluções práticas e assertivas. Já havia utilizado o método para resolver outras questões importantes e imaginei que, no caso da relação com a minha mãe, o mínimo que receberia seria um alívio para o meu destino. Mas ganhei muito mais do que isso.

Foi então que levei o assunto a ser tratado com o meu Constelador, o Aluísio Alves. Instantaneamente sua intervenção levou para a minha consciência algo que eu não conseguia enxergar: o quanto havia tomado o lugar dos meus avós maternos e não conseguia me libertar daquilo. Era exatamente o que trazia tanto sofrimento e doenças para mim e minha mãe. Mesmo percebendo o quanto o meu comportamento estava emaranhado com a situação da minha mãe, não conseguia sair daquela posição errada na qual havia me colocado. Minha alma estava sofrida e enrijecida. Até que em um determinado momento, durante o atendimento, um choro compulsivo saiu de mim, por um longo tempo. Deixei fluir. Uma transformação muito interna aconteceu naquele instante. Depois entendi que aquilo eram nódulos de tristeza que se soltaram e foram liberados para que a minha saúde física e emocional pudessem voltar a fluir.

É que o processo terapêutico praticado pelo Aluísio é diferente, vai além da Constelação Familiar ou da terapia convencional, ao longo de mais de trinta anos, ele desenvolveu outras técnicas exclusivas de cura da alma e só quem passa pela experiência entende melhor sobre o que estou descrevendo.

Hoje, pouco mais de três meses depois da sessão, sinto como se um milagre tivesse acontecido: A minha saúde e da minha mãe melhorou de forma surpreendente. Nossa relação de amor também se tornou saudável e equilibrada. Não existe mais a codependência que tanto nos prejudicava. Continuo sendo uma das filhas guardiãs mas, agora, com leveza e, finalmente, vivendo a minha vida que estava praticamente anulada.

Tenho aprendido que quando estamos com a alma aberta, quando deixamos de responsabilizar os outros pelos nossos próprios sofrimentos e nos tornamos donos de nossa existência, caminhos de cura e soluções para as nossas questões são colocados à nossa frente. Ninguém é responsável pela nossa felicidade a não ser nós mesmos. Acredite: tem muito amor por aí para todos nós!

Quem me conhece sabe que gosto de usar as redes sociais para indicar caminhos para quem está nessa busca da felicidade e autoconhecimento. Quem quiser saber mais sobre esse trabalho maravilhoso que está provocando várias transformações positivas em minha vida e na vida de tantas outras pessoas, vou deixar esse canal de informações: www.aluisioalves.com.br

Meu desejo é que a sua existência aqui seja abençoada de realizações positivas! Não se esqueça: A transformação que tanto queremos no mundo começa dentro de nós. Um abraço fraterno. (Cassiana Fontes: Jornalista e Terapeuta integrativa)

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