PARA MULHERES QUE BUSCAM UM RELACIONAMENTO DURADOURO (parte 1)

Muitas mulheres independentes financeiramente, com excelente formação intelectual, cheias de vida e comunicativas buscam um relacionamento duradouro e não são bem sucedidas. O que pode estar por trás dessa realidade cada vez mais gritante?

Primeiramente, vamos combinar que não existe um conjunto de respostas-padrão para esse fenômeno que incomoda muitas mulheres, porém, há pontos de convergência no que vou apresentar, com força para lançar alguma luz sobre tal desafio dos tempos atuais, nessa primeira década e meia do século XXI.

Tenho atendido a muitas mulheres, sobretudo, com idades entre 30 e 55 anos, cuja maior queixa é sobre as sucessivas frustrações nos seus investimentos emocionais para encontrar alguém que queira verdadeiramente viver um relacionamento duradouro. Encontros rápidos e sem nenhuma sinalização de continuidade são fáceis de se concretizar, porém, quero provocar reflexões nas mulheres que buscam algo mais profundo e que faça parte de um projeto de vida em casal.

É preciso admitir que o ser humano tem muito do que é seu contexto histórico, regional e familiar. A circunstância atual é de diversidade de gênero, orientação sexual diversificada, transição de mentalidades sobre o que é e como pode ou deve ser o relacionamento amoroso, ter ou não filhos, viver sob o mesmo teto e outros temas em movimento e sem grandes conclusões, devido ao dinamismo dessas mudanças. Este é o contexto atual e isso, certamente, afeta severamente a todas as pessoas, mesmo que indiretamente.

Porém, tem sido muito recorrente os relatos de mulheres que se machucam muito emocionalmente devido à falta de sintonia entre seus anseios para entabular um relacionamento duradouro e a postura de não querer nenhum compromisso de vida por parte de muitas outras pessoas; mulheres que padecem de extrema solidão porque não conseguem atrair nada mais do que pessoas interessadas apenas no prazer imediato e na superficialidade; mulheres que querem desfrutar da vida com uma boa companhia, com gente que tenha ideais semelhantes mas, que se veem cada vez mais perdidas no oceano da falta da disposição de pessoas para despertar e cultivar o amor e a afetividade em suas variadas facetas.

Tem sido decepcionante para a maioria das mulheres e, portanto, também pensam, não raras vezes, em desistir desse projeto e não esperar mais nada dessa dinâmica amorosa, ou seja, pensam em deixar de lado a busca de um relacionamento duradouro.

Por mais grave que seja tal quadro por conta do crescimento do número de mulheres com queixas semelhantes, há solução para o coração de cada uma pela via do autoconhecimento. Conhecer-se permite olhar para dentro e trazer consciência da sua história e poderá ser o momento de encontrar o lugar que lhe cabe na árvore genealógica de forma favorável. Quem está fora do seu lugar, precisa, o mais rapidamente possível, posicionar-se de tal maneira que a Vida possa ser mais generosa.

Portanto, deixo esta primeira reflexão: você, mulher, independente, que sabe o quer de um relacionamento, está no lugar que lhe pertence no seu clã familiar de origem?
A Resposta vai transformar sua Vida! (Aluísio Alves: Psicanalista, Constelador Familiar, Terapeuta Sistêmico).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *