HUMANIDADE ADOECIDA E MEDICALIZADA: ESTAMOS CONDENADOS A ISSO?

A cada nova tragédia coletiva provocada pelas mãos de algum ser humano, mais as pessoas se sentem inseguras em todos os lugares do mundo.

Desde muito tempo, é sabido e universalmente ensinado, divulgado e repetido que é necessário autoconhecimento. Escolas de pensamento, linhas filosóficas e ramificações religiosas que tem compromisso com o desenvolvimento integral e a harmonia das relações humanas são uníssonas em incentivar e esclarecer acerca dos benefícios da autoconsciência, do voltar a atenção para si com o objetivo maior de gerar mais fraternidade, gentileza, e melhorar a percepção dos propósitos da existência.

Mesmo assim, a humanidade tem adoecido severamente naquilo que deveria ser sua mais evidente identificação, sua marca registrada: ser humana, ter sensibilidade para o semelhante e esforçar-se para preservar a vida em todas as suas manifestações. O que mais cresce é a produção exponencial de medicamentos e a prática crescente da medicalização das pessoas no planeta inteiro.

O inesperado de tudo isso é que mesmo sedada, anestesiada, “controlada” pela força dos remédios (que só remediam!), tem havido sucessivas e mais graves erupções da violência e da banalização da vida e da morte. Desequilíbrios constantes demonstram que somos uma humanidade adoecida e que o caminho para a solução trilhado pelas massas é o de engolir medicamentos como se isso pudesse, por si só, elevar nossa condição humana e resolver de forma mais efetiva tais adoecimentos.

A medicalização das sociedades só serve para poucos propósitos, sendo o principal deles o enriquecimento dos laboratórios que fabricam as drogas lícitas. Nessa esteira, uma gigantesca estrutura movimenta quantias astronômicas de dinheiro para outros agentes que hipnotizam as pessoas com propostas fantásticas por todos os meios possíveis.

Não se trata de virar as costas para a medicina convencional. Não. Trata-se de buscar junto aos profissionais de saúde conscientes e verdadeiramente preocupados com o bem-estar da humanidade a orientação para o uso saudável dos recursos medicamentosos. Ajudará muito se cada pessoa ficar atenta à criação forçada de necessidades de engolir cada vez mais medicamentos.

Por fim, compreender que adotar atitudes simples de conexão com o ritmo da natureza, buscando o centramento interior para se conhecer melhor, descobrir o amor que cura presente na própria alma poderá fazer muito mais do que imaginamos.

Sem amor não há cura.

Pense, sinta e examine seu mundo interior para perceber suas verdadeiras necessidades. Poderá descobrir que precisa bem menos em tudo! (Aluísio Alves: Doutor em Educação Médica, Psicanalista, Constelador Familiar).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *