A DOR DO OUTRO EXIGE RESPEITO

O território do outro é Sagrado, é ambiente que exige respeito!

O sentir é absolutamente original e se manifesta de forma diferente em cada pessoa. Quando somos apresentados a alguém que sente dor, seja no corpo, na alma ou no espírito, é preciso compreender que algo sentido como fraco em nós, poderá ser fortíssimo para o outro. Ter compaixão é um exercício que não exclui nossa capacidade de pensar. É preciso pensar na subjetividade do nosso semelhante, ele sente de uma maneira muito particular.

A visão sistêmica da vida nos permite compreender o quanto cada um de nós é ligado a tantas outras pessoas, primeiramente, ao nosso clã familiar, depois, aos membros dos vários grupos dos quais fazemos parte. E nesses ambientes existem inúmeras oportunidades para praticarmos a compaixão e o cuidado com profundo respeito à dor do outro.

Quantas vezes encontramos pessoas sofrendo duplamente porque além da dor que carregam, vem a decepção com os semelhantes que menosprezam seus sofrimentos. Vejamos, por exemplo, as crises depressivas e o quanto são ignoradas por quem nunca as vivenciou. Porém, não é preciso experimentar antes para respeitar depois, o que é preciso é uma atitude respeitosa e sem julgamento do outro quando demonstra sua dor em qualquer dimensão da sua existência.

Mesmo quando atendo pessoas individualmente ou em grupo, é preciso olhar com compaixão, amor e respeito para elas porque somente em suas almas é possível perceber o quanto lhes é pesado o sofrimento que carregam, muitas vezes, desde a infância. Ao entrar no território das pessoas e das suas histórias familiares, por exemplo, é preciso que o façamos com muito zelo porque trata-se de um território Sagrado, afinal, cada ser carrega dentro de si um verdadeiro santuário, um núcleo onde a chama divina se manifesta e, estranhamente, quando alguém está adoecido, fica com seus caminhos internos obstruídos e a cura é exatamente para que seja reconectada com a Força Maior que vive dentro do ser.

Uma consequência direta da sua e da minha atitude respeitosa em relação à dor do outro é que, você e eu estamos sujeitos às mesmas dores de todos os seres e quando, por alguma razão ou sentimento, formos atacados pela dor, certamente, seremos acolhidos e respeitados amorosamente em nossos momentos de dores.
Pense nisso e aja recordando-se diariamente que a dor do outro exige respeito! (Aluísio Alves: Doutor em Educação Médica, Psicanalista, Constelador Familiar, Terapeuta Sistêmico).

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