QUEM PERTENCE AO GRUPO FAMILIAR?

Existe uma lei arcaica em pleno vigor que dá direito de pertencer ao grupo familiar a todos os que nele nasceram. Mas, há algo que precisa ser informado aqui para ajudar na ampliação da visão que se tem sobre o clã familiar.

Todos os que tem laços de sangue entre si, desde seus mais antigos ancestrais até chegar a você, pertencem ao mesmo grupo familiar. Assim, os de ascendência direta tais como pais, avós, bisavós, tataravós e os antepassados diretos deles fazem parte. Tios-avós e demais tios pertencem. Meio-irmãos, sem exceção, pertencem. Abortados espontaneamente ou não, pertencem. Mortos e vivos do mesmo clã, de todos os tempos, são pertencentes. Quando alguém é excluído, conscientemente ou não, o grupo familiar recebe pesadas punições por descumprir a lei do pertencimento. Uma das punições mais comuns e repetitivas é o fato de nascer descendente que toma para si o papel do familiar excluído. Isso se dá quando a família ignora alguém que supostamente desonra ou envergonha o grupo, por exemplo, por comportamentos morais, questões de desonestidades e crimes, orientação sexual ou para manter segredos de família tais como incestos, apropriação de bens materiais etc.

Se alguém do grupo é excluído ou não lhe é reconhecido um lugar, por gerações seguidas, os descendentes sofrem e tem destinos muito pesados, por isso é que quando alguém se coloca no seu próprio lugar, honra amorosa e respeitosamente aos ancestrais, está ajudando a curar o clã familiar e livrar os mais novos e os que virão, de pesadas cargas que lhes adoecem as almas.

Entretanto, existem pessoas e seres que estão tão fortemente ligados ao grupo familiar, que tem um lugar muito especial e ocupam um lugar de equivalência ao pertencimento devido à sua impactante presença em algum momento da história familiar, tanto do passado quanto do presente.

Refiro-me aos padrastos e madrastas, amigos genuínos que compartilhavam intimamente da vida familiar, pessoas que cometeram assassinatos de membros do clã ou que provocaram acidentes que mataram ou trouxeram grandes perdas para algum integrante, pessoas que receberam promessas de casamento sem seu cumprimento, animais de estimação que tinham uma relação afetiva profunda também tem um status importante e, durante o processo de Constelação Familiar podem se mostrar ou se fazerem necessários para desemaranhar situações que estão gerando algum tipo de sofrimento. Nesta breve informação, apenas levantei só uma pequena parte do assunto para você se dar conta da extensão e da profundidade do pertencimento e suas fronteiras. Ainda há muito mais a ver, mas, por enquanto, é suficiente para sua reflexão. (Aluísio Alves: Doutor em Educação Médica, Psicanalista, Terapeuta Sistêmico e Constelador Familiar).

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