O QUE VOCÊ FARIA SE DESCOBRISSE O VERDADEIRO PODER QUE TEM?

Uma das mais atordoantes descobertas que fazemos é a nossa impotência para mudar a maior parte de tudo que faz parte da vida.

Ao nos chocarmos com o muro duro e intransponível de tantas coisas sobre as quais não temos nenhum poder de ação, sentimos na alma o peso da limitação e trazemos à consciência a incômoda percepção de que estamos mergulhados em uma realidade muito maior do que nós e é muito comum, não raras vezes, um sentimento de decepção com a própria existência.

Esses choques de realidade incluem questões muito objetivas tais como as necessidades de nutrição corporal, a força que as doenças exercem sobre nós, as regras culturais e sociais; envolvem também níveis mais complexos: os acidentes que obrigam a muitos a mudarem as rotas de suas vidas, as decepções causadas por pessoas sobre as quais se investiu muita expectativa, os projetos de vida que saem dos trilhos e suas consequências e, claro, a finitude da vida, os impactos das mortes de pessoas queridas e a clareza a respeito da própria morte… tudo isso e muito mais revelam nossa incontornável pequenez diante da existência. Somos menores do que gostaríamos e mais impotentes do que nossos desejos buscam.

Paradoxalmente, é nessa gama gigantesca de total falta de controle sobre nós próprios, sobre os fenômenos que fervem dentro e fora de nós, sobre as questões de adoecimentos no corpo e na alma e a respeito da morte que é uma força da natureza e que atua sobre todos os reinos, é que dorme nosso verdadeiro poder e que, pode ser despertado ao reconhecer essa nossa posição de pequenos no Universo.

O que você faria se descobrisse o verdadeiro poder que tem? Mas, antes, diante do quadro de que não temos cem por cento de controle sobre nada, seria lógico, mesmo assim, refletir sobre algum verdadeiro poder? Sim, é perfeitamente compreensível, simples e lógico perceber que o genuíno e transformador poder que mora dentro de nós é a inteligência espiritual para – com sabedoria – nos colocarmos por vontade própria, sem dramas, em nosso lugar na teia da vida. Algumas tradições ensinam que “é na fraqueza do ser humano que a força maior se manifesta” e isso tem uma profunda e positiva consequência em nosso modo de nos ver e de perceber a existência: que nossa força reside no embrião maravilhoso que está colocado dentro de nós e que nos chama para a transcendência e, quanto mais nos livramos do que é inútil e efêmero, mais espaço abrimos para que a força maior nos preencha e promova uma visão alargada de tudo o que somos, do que faz parte de nós numa escala cósmica, e, sobretudo, de que nosso verdadeiro e maravilhoso poder está em descobrir quem somos e qual é nosso lugar nesse misterioso e intrincado tecido do qual fazemos parte!

Agora podemos mudar a pergunta: o que você fará a partir de agora, que se deu conta do verdadeiro poder, o poder de ser exatamente quem você é?

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