RELACIONAMENTOS AMOROSOS: VÍNCULO E FECHAMENTO DE CICLO

O que é estar disponível para um relacionamento amoroso? Quando existe a compreensão de que para se abrir para o amor a dois não basta estar sozinho, as possibilidades de se estabelecer vínculo saudável aumentam.

Ao observar as letras de canções populares atuais que bombardeiam as pessoas por todas a mídias no Brasil, é fácil perceber que o foco dos conteúdos é o sofrimento pré ou pós relacionamento, sentimentos de abandono e desejos realizados ou não de vingança, além, de destacar os aspectos genitais das relações amorosas. Longe de ser uma observação de caráter moralista, esta constatação tem por finalidade ampliar a visão cultural na qual estamos forçosamente mergulhados e provocar uma reflexão acerca do quanto isso condiciona as formas de se estabelecer relações amorosas.

Vivemos, sem dúvida nenhuma, numa cultura do descartável e da baixa motivação para compromissos duradouros. Esta é a realidade atual nesta segunda década do século XXI.

Como dizia antes, para estar disponível para o relacionamento amoroso, é preciso mais do que estar só, é necessário, estar povoado pelos pais biológicos e pelos ancestrais maternos e paternos, é preciso que eles sejam parte da pessoa e, junto com essa atitude de manter uma forte conexão de alma com a família de origem, ter fechado o ciclo de algum relacionamento anterior. Não basta ter encerrado externamente o relacionamento, é preciso cortar o vinculo psicológico, subconsciente, muitas vezes, imperceptível para o interessado em abrir sua vida para o amor a dois.

Embora as canções populares cantem o tema do abandono, na vida real, um adulto de verdade não pode ser abandonado. Abandono só é possível para crianças. Aí permite à pessoa se conhecer e perceber como se coloca no relacionamento amoroso: com postura infantil ou adulta?

É urgente, antes de buscar um novo relacionamento ou se colocar disponível, perguntar-se: qual é o meu foco? O que busco tem características duradouras ou passageiras? A questão é estar ciente de que o que busca, mesmo que seja inconscientemente, será encontrado, portanto, não há muito do que se reclamar.

Como destaquei, é preciso perceber se, realmente, está livre de alma. Vínculo não se estabelece onde há outro vínculo em vigor, mesmo que não seja visível. Antes de ir para vivenciar o amor no cotidiano, é preciso que esteja bem resolvido internamente. Se já está feliz consigo, com sua imagem, com sua carreira, com sua família de origem, com o mundo e com a vida, certamente, um vinculo amoroso será o coroamento de um movimento que sempre começa internamente e jamais no mundo externo. (Aluísio Alves: Doutor em Educação Médica, Psicanalista, Terapeuta Sistêmico, Constelador Familiar).

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