O TERRÍVEL ENCONTRO ENTRE QUEM NÃO SABE AJUDAR E QUEM NÃO SABE RECEBER AJUDA

O grande problema de muita gente seria resolvido se parasse de ajudar e, de outras pessoas, se deixassem de receber qualquer tipo de ajuda.

Por mais chocante que seja o que vou desenvolver neste breve estudo, ele é fruto das centenas e centenas de pessoas que já atendi e cujas raízes de seus adoecimentos e insatisfações eram o fato de ajudarem de bom coração. Ajudar, em muitíssimos casos, é fonte de muitos problemas e para estancar o uso inútil de energia, o desrespeito aos recursos materiais e, pior, os efeitos negativos para quem ajuda, é preciso parar de ajudar e somente voltar a fazê-lo depois de aprender a ajudar. Ajudar não é simples e está envolvido em muitos aspectos sutis e ocultos, por isso, a maioria nem sequer imagina que seja assim.

Se quer compreender isso de forma adulta e honesta, admita que muitas ajudas que já prestou não deram resultados nenhum ou muito aquém do justo e esperado, além de se ver envolvido numa teia sem fim de cobranças por mais ajudas em círculos intermináveis de desgastes de sua parte e de um sentimento de raiva e revolta. Pois bem, você já começou a compreender sobre o que estou tratando.

Se quer, ainda, compreender mais profundamente, admita que muitas pessoas não sabem receber ajuda e se acham no direito de viverem encostadas material e emocionalmente a outros, sugando-lhes a alegria de viver e se metendo destrutivamente nas vidas de quem as ajuda continuamente.

É terrível o encontro entre quem não sabe ajudar e quem não sabe receber ajuda. Terrível significa assustador e é algo contra o qual não se pode lutar, ou seja, é preciso ou parar imediatamente o vício de ajudar sem critério para que viva com mais prazer, alegria e prosperidade e libertar o que não tem maturidade para receber ajuda do seu modelo de relação dependente, uma transferência deturpada do relacionamento devorador com seus pais e que não foi resolvido em sua alma.

Não se trata de negar ajuda, trata-se de fazê-lo com inteligência para que, de fato, haja resultados positivos e não mais pobreza, dependência e cobranças por parte de quem recebe e o adoecimento de quem ajuda sem saber, de forma inadequada.

Aqui neste estudo, apresentei algumas evidências, mostrei os efeitos cujos estragos você conhece bem, agora, cabe da sua parte, algumas atitudes diferentes para que, caso precise receber ajuda, o faça de forma correta e, se por outro lado, estiver disposto a ajudar, que tenha discernimento sobre como e a quem vai ajudar, se quem vai receber está pronto e se tem a postura para ser ajudado.

Já escrevi antes que quem não sabe ajudar acaba atraindo quem não quer caminhar e isso é pura ressonância, ou seja, quem não tem prudência para ajudar vai atrair gente que é igualmente arrogante e que exigirá muito, até o impossível e, enquanto essa “parceria oculta” não for percebida, seguirão entrelaçados no infortúnio, levando suas vidas para o abismo da pobreza material, emocional e espiritual. Só deve prestar ajuda quem compreende as implicações desse ato aparentemente tão nobre e inocente e só deve receber ajuda quem sabe discernir entre apoio e obrigação, mantendo uma atitude de esforço e gratidão pelo bom recurso que lhe chega para alavancar sua vida. (Aluísio Alves: Doutor em Educação Médica, Psicanalista, Terapeuta Sistêmico e Constelador Familiar).

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