QUANDO TUDO DE BOM ACONTECE

Receber é, definitivamente, mais difícil do que dar.

Quando tudo de bom acontece em nossas vidas, nem sempre adotamos a postura interna adequada e, inconscientemente, passamos a recusar tudo ou partes do que é positivo e que está fluindo como desejávamos.

Muitas empresas, depois de um certo ciclo de crescimento e progresso, quando todas as evidências mercadológicas estavam favoráveis, começam a definhar e ficam à beira da falência, algumas, inclusive, chegando a desaparecer do mapa, frustrando não somente o investidor, mas a todos os colaboradores que veem, da noite para o dia, seus sonhos caírem por terra.

Equipes pedagógicas de escolas vivenciam, com muita frequência, o início da execução de novos projetos e métodos que estão fluindo, gerando satisfação nos estudantes, pais, professores e diretoria, quando, por algum acontecimento aparentemente insignificante, tudo vai caindo no esquecimento e perde a força, deixando a todos na decepção e no desencorajamento.

Famílias são as que mais presenciam esses sucessivos altos e baixos seja na saúde, nas relações entre seus integrantes, nos problemas financeiros, nos distanciamentos entre pessoas que eram tão próximas e amáveis mas, que, estranhamente, sem motivos muito claros, tudo parece se desconfigurar e os sofrimentos se instalam por longos períodos, trazendo o enfraquecimento do grupo familiar, tanto dos mais velhos quanto dos mais novos.

Em todos os exemplos que citei neste pequeno estudo existe algo que, se não for trazido à consciência individual e coletiva dos grupos citados e de outros que não abordei, continuará perturbando a harmonia e impedindo a realização material, emocional e espiritual. Para se perceber o que está oculto atrás dessas manifestações é preciso olhar com a alma, com amor e fazer um movimento decidido de romper com o que está devorando a alegria de ser e participar de cada um desses grupos.

Existem leis ou forças que regem o funcionamento das famílias, das escolas e das empresas e enquanto não forem percebidas e respeitadas, os malefícios continuarão até que um ou mais membros se deem conta do que está de fato acontecendo.

Muitos grupos cumprem essas leis naturalmente, sem nunca as ter estudado ou compreendido intelectualmente, porém, os que estão fechados para receber as boas coisas que a vida lhes faz chegar, precisam parar e aprender como olhar para o que está escondido, para aquilo que não se mostra com facilidade e que está fragilizando toda a estrutura do grupo familiar, da escola ou da empresa.

É por isso que deixo esse desafio para você pensar e sentir o significado mais profundo da afirmação que fiz no início: receber é mais difícil do que dar. (Aluísio Alves: Doutor em Educação Médica, Psicanalista, Terapeuta Sistêmico e Constelador Familiar).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *