CURAS E A CONSTELAÇÃO FAMILIAR

“Quando cheguei à casa da minha mãe, aquele dia foi maravilhoso! Ela abriu o portão para mim e começamos a chorar, mas era um choro de alegria e de paz. Era a volta de um amor que sempre existiu entre nós. Naquela noite, conversamos sem atacar ou julgar uma à outra. Depois disso, não tive mais vontade de acabar com a minha vida, não tive mais depressão. Minha alma ficou mais leve e calma. Agora tenho esperança. É difícil explicar só em palavras. Foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida e serei eternamente grata.”

Chorei de felicidade quando recebi esse depoimento de uma pessoa que fez a Constelação Familiar conosco em janeiro desse ano. Ela sofria de uma depressão e tristeza profundas, por várias vezes pensou em tirar a própria vida e quando me procurou pela primeira vez estava com poucas esperanças. Por razões que não vem ao caso, ela havia se desconectado com a mãe biológica, havia se perdido em seu lugar dentro do grupo familiar e sem saber que esses eram os motivos, sofria absurdamente. A reconexão e a tomada em seu lugar familiar fez a transformação que ela precisava para ficar bem. Não que esteja imune dos problemas e de alguns sofrimentos, mas hoje ela encara tudo com muito mais equilíbrio e firmeza.

É por esse e tantos outros casos que venho acompanhando que tenho me encantado cada vez mais pela Constelação Familiar. Um método terapêutico que apresenta de forma clara e direta as soluções para o alívio das pessoas. Comigo foi assim também. Quando busquei essa terapia, carregava muitos sofrimentos e dúvidas em minha alma. Hoje sou muito grata pelos esclarecimentos e cura que recebi e continuo recebendo. Foram muitas mudanças internas e externas que provocaram uma revolução positiva em minha vida. Não sou consteladora, sou apenas um pequeno instrumento que ama divulgar essa metodologia para quem está aberto a receber os seus benefícios. E posso afirmar que ser um bom constelador ou consteladora não é para qualquer um. Este trabalho vai além do conhecimento e técnicas. É necessário ter uma grande sensibilidade, dom e muita bagagem. É preciso ser assertivo, caso contrário, a situação de quem é atendido pode se agravar, tornar-se irreversível.

O meu processo foi feito com Aluísio Alves, profissional e pessoa que encontrei todas essas qualidades. Vejo nele um enviado, pois não é qualquer jovem de 14 anos que sai de casa em busca de conhecimentos para ajudar as pessoas em seus processos de cura. Além das muitas formações acadêmicas em terapias, da Educação, da Teologia e Gestão empresarial, recebeu treinamentos nos Andes Chilenos, viveu em tribos indígenas onde pôde construir ferramentas e recursos para aplicar em seu trabalho. Recebeu o dom do avô paterno e do pai, que também atendiam as pessoas aflitas e doentes que os procuravam. Dedica a esse trabalho há mais de trinta anos, com uma postura de amor, sempre acreditando no ser humano e a serviço da Vida!

Como comunicadora desse ofício, tenho tido a honra e oportunidade de acompanhar os processos das pessoas que nos procuram e cada vez que leio ou ouço depoimentos como este que citei acima, sinto uma alegria imensa e a certeza de que quando a nossa alma busca a cura, a felicidade, quando estamos abertos, podemos sim viver muito melhor nesse planeta. Podemos evoluir e acreditar. Podemos seguir com muita paz. Meu sentimento hoje é de gratidão a todas as pessoas que estão nessa busca com a alma aberta, assim como eu estou. Estamos todos juntos nessa caminhada da vida. Que possamos nos apoiar uns aos outros e seguir em frente com amor. Afinal, no fundo, somos todos um!
(Cassiana Fontes: Jornalista e Terapeuta Integrativa)

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