A ALMA E A BUSCA DA FELICIDADE NA VISÃO SISTÊMICA

É universal o desejo profundo e a aspiração para o que é sublime e por um estado interno que permita experimentar o que, de forma geral, é conhecido como felicidade.

Está latente no ser humano, mesmo que se fale pouco sobre isso no cotidiano, existe um impulso na pessoa que faz com que se mova em direção à sua realização nas diversas dimensões da sua vida.

Podemos dizer, por isso mesmo, que a alma busca a felicidade e, certamente, isso não gera muita discussão, as pessoas concordam com isso porque percebem esse movimento dentro de si e essa percepção se torna mais clara em diferentes momentos, por exemplo, desfrutando de saúde, tendo prosperidade material, enfrentando doenças em si ou em sua família, tendo que reorganizar as finanças pessoais ou da empresa… a busca da felicidade pode ser notada e compreendida como algo que acompanha o ser humano e que, devido a distrações ou ocupação excessiva do tempo, recebe pouca atenção.

Essa pouca atenção ou mesmo a atitude de se recusar a ouvir a alma e seus anseios gera exatamente o oposto do que a pessoa tem como necessidade fundamental que é a felicidade, fazendo-a mergulhar em adoecimentos que, mais cedo ou mais tarde, se manifestam no corpo como último recurso que a alma utiliza para gritar seus sofrimentos.

Mas, afinal, o que é a alma na visão sistêmica, que é a filosofia que embasa o sistema de cura e solução conhecido como constelação familiar ou sistêmica? Nas palavras de Bert Hellinger, o criador do método:
“No nível inferior, no nível básico, a alma anima o nosso corpo. Não que apenas de mova dentro dele. Por isso, todo anseio de nosso corpo, bem como as necessidades dele, que sentimos, são movimentos da nossa alma. É somente através dela que percebemos o nosso corpo e o que está em volta dele. A alma também nos une a outras pessoas. Em primeiro lugar, ela nos une à nossa família: a nossos pais, irmãos, e antepassados, ela nos une a eles como se tivéssemos uma alma em comum, uma alma maior. Nossa alma pessoal atua em função dessa alma maior que, por sua vez, atua na alma que vivenciamos como pessoal.”

Diante do que estudamos até aqui, podemos adiantar que a alma, ao buscar a felicidade, forçosamente, levará em conta – e não tem como ser diferente – a felicidade do grupo familiar e daí a necessidade maior de encontrar seu lugar no clã, um lugar psicológico onde se sinta pertencente sem, ao mesmo tempo, se sentir culpada, caso outros membros do grupo não tenham alcançado êxito e realização. A pessoa, encontrará, dessa forma, força para seguir bem, experimentar uma vida leve, próspera e com propósito. Quando o buscador recebe uma constelação e age, tudo se transforma para o melhor e para o mais. (Aluísio Alves: Doutor em Educação Médica, Psicanalista, Terapeuta Sistêmico e Constelador Familiar).

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