CURAS EMOCIONAIS: NECESSIDADES DE RECONCILIAÇÃO NA FAMÍLIA

Família neste breve estudo significa o grupo em que você nasceu e reconciliar tem o sentido de reverenciar os que vieram antes e lhe permitiram chegar aqui no mundo. Nada mais e nada menos.

O desequilíbrio emocional tem sido uma das grandes epidemias destes tempos atuais. Curiosamente, a humanidade nunca contou com tantos recursos terapêuticos, incluindo-se os medicamentos e uma infinidade de técnicas para ajudar a resolver problemas de ordem emocional quanto agora, porém, a insanidade tem crescido de forma assombrosa.

As gerações atuais tem tido intensa dificuldade em lidar com as frustrações, desde as mais corriqueiras até algumas que exigem mais elaboração psicológica. O desespero e o destempero tem sido a tônica dos dias atuais. Frustrações na vida escolar tem sido causas para o desequilíbrio de crianças e jovens; a falta de êxito com dinheiro e coisas materiais tem levado adultos a atitudes extremas de atentado contra a própria vida ou a de terceiros; separações amorosas vindas de iniciativas inflexíveis de uma das partes tem gerado profundas crises depressivas e de violência; um não tem sido gatilho para vir à tona tantos sinais de desequilíbrios emocionais e de carência crescente de curas emocionais. E quando a alma adoece, todo o resto da vida do ser humano fica seriamente comprometida.

A novidade é que tenho presenciado nos últimos anos, muitas curas emocionais quando as pessoas tem a humildade de buscar ajuda e de reconciliar com seu grupo familiar de origem. Quando a pessoa, bem orientada, com postura séria e paciente, toma a decisão de olhar para o que, de verdade, tem provocado tanta instabilidade emocional e aprende a reverenciar seus pais e antepassados, algo novo se instala em sua alma e as curas emocionais acontecem de forma amorosa e eficaz. É preciso dizer também que muitas curas de doenças físicas tem sua origem nessa relação equivocada com os antepassados.

Reverenciar exige que a pessoa interessada em se curar se coloque numa postura de pequena, desistindo inteligentemente da alta exigência que fazia em relação aos seus pais e da forma arrogante como se posicionava em relação aos mais velhos do sistema familiar de origem.

Sei que isso pode, à primeira vista, parecer antiquado e conservador, porém, meu convite é para que isso seja testado e observados os seus efeitos. Como demonstrei, exige esforço de quem quer a cura emocional, não se trata de um conjunto de palavras ou pensamentos, não é algo mágico, tem fundamentação.
Em um mundo povoado cada vez mais pela solidão, individualismo, ansiedades e crises depressivas, fica “naturalizado” o desequilíbrio emocional, o tédio, a desmotivação, a falta de desejo de crescer, progredir e prosperar, porém, isso é falso. Uma pessoa saudável tem um impulso para construir, avançar e se melhorar enquanto ser humano, com serenidade, amor e sabedoria.

O que você pensa e sente sobre este assunto das curas emocionais e das necessidades de reconciliação na família? (Aluísio Alves: Psicanalista, Doutor em Educação Médica, Constelador Sistêmico, Executive Coach, Treinador Comportamental).

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