RECURSOS E FERRAMENTAS PARA HARMONIZAÇÃO E CURA ( parte 1)

Jamais esquecerei daquela cena, quando tinha 14 anos… A figura do Padre Francisco Trombert Sobrinho, com seus olhos profundamente claros por trás dos óculos e a sua voz baixa contrastava com o desconcertante magnetismo que emitia mesmo estando a vários metros de distância. Ao explorar os vários cômodos no andar térreo daquela imensa construção colonial, deparei-me com instrumentos musicais, sobretudo, cornetas, que, prontamente comecei a soprar enchendo ruidosamente o ambiente de sons muito estridentes. De repente, numa escada lateral, vi aquele homem magro, alto e com um olhar terrivelmente penetrante dizer algo que não entendi, mas que percebi sem grande esforço que “minha sinfonia estava incomodando”. Sumiu com a mesma rapidez com que havia aparecido. Foi um primeiro contato com aquele que, conforme fui descobrir algumas horas depois, era o diretor geral do Seminário do Engenho do Caraça, onde eu acabara de ingressar. Padre Trombert, como era conhecido e chamado, já era famoso pelas curas que realizava, sempre com muita humildade e sem nenhuma auto-exaltação. Suas missas transmitidas por rádio, desde a cidade de Itabira, terra de Drummond, eram acontecimentos marcantes sempre acompanhadas por fiéis ouvintes que colocavam copos d’água próximo do rádio para receber a bênção e a cura daquele homem tão diferente e que transmitia muita força e esperança para todos os que o buscavam das mais variadas formas.

Discreto, ensinou-me jogar xadrez próximo da lareira sempre acesa em noites de forte inverno, insistindo comigo que para que “se quisesse aprender a jogar bem o xadrez, deveria, antes, aprender a como não jogar o xadrez”.
Entretanto, o que esse grande Mestre despertou em mim foi o interesse pelo magnetismo e a hipnose, enfim, pelo poder e a atuação da mente para aplacar a dor e curar. Passei a ler tudo o que tinha disponível sobre magnetismo, parapsicologia e outros conhecimentos muito reservados, pela influência direta do Padre Trombert, respeitado parapsicólogo, homem pouco compreendido em seu tempo, porém, para quem buscava sua ajuda, era considerado com muita virtude, uma pessoa do Bem, um santo, para muita gente.

Ele faleceu no ano 2000, mas, sua vida continua despertando o interesse de muitos.

Nunca mais parei de estudar o magnetismo empregado na cura, mesmo tendo adquirido formações acadêmicas em áreas bem definidas profissionalmente. Após estudar Psicanálise e terapias breves, encampei em meus atendimentos os recursos dessa poderosa ciência, que tem ajudado muitas pessoas. O tempo passou e, na última semana, ao visitar a Casa de Memórias de Chico Xavier, em Uberaba, deparei-me com um enorme livro a respeito de Mesmer, o pai do magnetismo, uma obra do Paulo Henrique Figueiredo, estudioso também dessa temática. Ao folhear a obra e, agora, ao estudá-la mais detalhadamente, encontrando, pela primeira vez escritos originais de Franz Anton Mesmer, estou concluindo um entendimento que exigiu algumas décadas de pesquisas e práticas bem sucedidas com essa incrível ferramenta combinada com outros métodos, mas, que o elo precioso para que eu pudesse aprofundar e perseverar neste Caminho, foi, sem dúvida nenhuma ter tido como Mestre o inesquecível Padre Trombert, lá no Caraça.

Como quis demonstrar, recursos e ferramentas para harmonização e cura, devem ser aprendidos, compreendidos, testados e revisados para que possam ser, de fato, oferecidos para todos os que sofrem e que buscam algo que lhes refrigere a alma e elevem sua vibração para campos mais sutis em que o amor é a grande força que alimenta a todos os que confiam e buscam ajuda. (Aluísio Alves: Psicanalista, Doutor em Educação Médica, Constelador Sistêmico, Executive Coach, Treinador Comportamental).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *