MADRASTA, PADRASTO, ENTEADA E ENTEADO NAS NOVAS CONFIGURAÇÕES FAMILIARES

Quais os motivos das desordens em novas uniões ou novos casamentos em que um dos parceiros ou ambos levam filhos para os novos arranjos familiares?

Primeiramente, não há culpados ou culpadas. Sem essa postura interna é improdutivo olhar para as dinâmicas dos relacionamentos que envolvem madrasta, padrasto, enteada e enteado.

A atuação do campo de memórias familiares é diferente das opiniões. Por esta razão, facilitadores que não conseguem observar o campo morfogenético, usam suas opiniões e ideias o que, ao invés de trazer solução e cura, traz confusão e as pessoas se emaranham ainda mais em seus problemas.

Muitas literaturas voltadas para o público infantil apresentam imagens muito negativas ou distorcidas de madrastas e padrastos.

As leis da alma geram efeitos e muitas pessoas não percebem e outras se negam a ver.

Para que a nova configuração familiar possa dar certo, cada parceiro no papel de madrasta ou padrasto deve se colocar como segundo, terceiro ou mais, aceitando amorosamente essa ordem e também ter na consciência que seu novo casamento vem após o que já houve, sem julgamentos do que aconteceu antes.
Sem um profundo respeito a esta ordem, o novo relacionamento não tem força para seguir. Reconhecer o bem que a madrasta ou o padrasto fazem ou fizeram aos enteados ou enteadas e ter por eles gratidão equilibra essa relação que, mesmo que termine também, deixará a todos os envolvidos livres para seguirem adiante.

Mulher que quer se tornar mãe de filhos do novo parceiro para agradar a ele ou homem que quer se tornar pai de filhos da nova parceira, para agradá-la acabam gerando problemas e desordens nos relacionamentos e, via de regra, os enteados não se sentem bem.

Alguns enteados e enteadas, por conta das lealdades que tem com seus pais biológicos agem para provocar nos padrastos ou madrastas atitudes ruins e quando o conseguem depois de muita provocação, sentem-se inconscientemente como se tivessem demonstrado seu amor aos pais biológicos, mesmo que estejam mortos. Alguns enteados agem representando suas mães ou seus pais biológicos e não se colocam na nova configuração familiar como filhos, mas, como opositores ferrenhos a quem se coloca no papel de padrasto ou madrasto, são contra o relacionamento.

As famílias intercaladas, nas quais convivem filhos de diferentes relacionamentos podem ser beneficiadas pela compreensão das leis da alma ou sistêmicas, conforme demonstradas superficialmente neste breve estudo.
A exclusão do ex-marido ou da ex-esposa, do pai ou da mãe biológicos são as principais causas dos vários problemas nos relacionamentos conjugais com filhos de relacionamentos anteriores.

Para os enteados e enteadas, o que é recomendável é que reconheçam que a nova relação lhes trouxe alguma vantagem existencial, tenham gratidão pelo que recebem ou receberam do padrasto e da madrasta. Aqui se aplica a lei das trocas. Sem essa postura, grande desordem se instala no novo grupo familiar e na vida dos envolvidos nessa relação, sobretudo, dos enteados e enteadas.

Enteados devem agradecer ao que a madrasta ou o padrasto fazem ou fizeram e recompensá-los mesmo que seja internamente, mas, é sempre muito bom manifestar essa gratidão.

O espaço aqui é insuficiente para aprofundar, porém, é recomendável que casais em novos relacionamentos, enteadas e enteados, façam uma constelação sistêmica fechada, só para o seu grupo familiar, para que possam se livrar do que é inadequado e que pode adoecer, além, é claro de desfrutar de mais alegria e leveza! (Aluísio Alves: Psicanalista, Terapeuta Sistêmico, Pós-Doutorando em Educação, Doutor em Educação Médica, Hipnose Clínica, Mentoria de Líderes e Equipes).

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