A DOENÇA FAZ OLHAR PARA ALGO QUE NÃO ERA PERCEBIDO DENTRO E FORA

A DOENÇA FAZ OLHAR PARA ALGO QUE NÃO ERA PERCEBIDO DENTRO E FORA

Já ouvi centenas de pessoas que enfrentam ou enfrentaram doenças acerca do quanto a perda da saúde fez com que olhassem para aspectos dentro e fora de si e que isso lhes transformou as vidas.

Do ponto de vista sistêmico compreende-se que tudo está a serviço de algo, nada ocorre simplesmente por conjunção de fatores aleatórios embora pareça ser assim numa primeira mirada.

Nos atendimentos em grupo e individuais que realizo nesses muitos anos, é muito mais comum do que se imagina encontrar, por exemplo, gente que, após adoecer passa a ter um lugar no coração para pais a quem rejeitavam ou a outros ancestrais, principalmente quando enfrenta doenças similares ou iguais aos que os antigos tiveram. Isso ainda não é o surpreendente. O que é positivamente chocante é o grande número de pessoas que veem diminuir ou desaparecer doenças após um trabalho profundo de integrarem em suas almas as pessoas a quem rejeitavam, mesmo aquelas que de uma forma ou de outra lhes tenha prejudicado na história familiar. Aqui entra em cena algo muito transformador: alguns doentes desistem de parar de repetir histórias de desgraças, infelicidades ou finais trágicos de antepassados que nem conheceram diretamente ou dos quais nem sequer tinham ouvido falar.

As forças sistêmicas que atuam nas famílias não levam em conta o tempo, por isso, acontecimentos, questões mal resolvidas e erros cometidos por antepassados podem afetar a muitos descendentes sem que para isso tenhamos uma explicação racional. Desta forma, a doença, na maioria das vezes, faz a pessoa olhar para algo dentro de si, na sua história familiar e nos próprios hábitos ou estilos de vida. Dizemos, portanto, que a doença tem uma função pedagógica na vida de todos os seres humanos, desde que tenham a maturidade e disponibilidade para examinar com profundidade os significados que a falta de saúde tem para si no seu contexto familiar, incluindo ancestrais e descendentes.

Quando a pessoa compreende o que a doença quer mostrar e passa a ter interesse em aprender todas as lições que os incômodos na saúde física ou mental podem trazer, abre-se um poderoso campo para uma cura mais abrangente e, estranhamente, existem casos em que a pessoa não se cura da doença, mas, cura sua própria alma e vive dias de verdadeira alegria e de prazer de estar no mundo em harmonia com todos os seres. (Aluísio Alves: Psicanalista, Terapeuta Sistêmico, Pós-Doutorando em Educação, Doutor em Educação Médica, Hipnose Clínica, Mentoria de Líderes e Equipes).

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